5 tendências que unem segurança e mobilidade

5 tendências que unem segurança e mobilidade

Em um passado nem tão distante, quando pensávamos em segurança, controle de entrada e saída de pessoas em um prédio ou qualquer outro estabelecimento com grande circulação de gente, era comum imaginar um porteiro ou algum funcionário responsável por anotar os dados, conferir os documentos e liberar o acesso. À medida que as necessidades de segurança foram se tornando mais e mais complexas, e com a crescente evolução da tecnologia, as formas de identificação também tiveram que se aprimorar. Inicialmente, passaram a ser usados cartões plásticos, que ainda são vistos atualmente. As tecnologias seguiram se transformando e evoluindo gradativamente e hoje Biometria, Bluetooth e NFC (Near Field Communication) estão se popularizando cada vez mais.

O que o mercado pede são soluções flexíveis, ágeis, seguras e de fácil implementação, que, além disso, privilegiem a comodidade e a experiência do usuário. Obviamente, há diferentes níveis de maturidade na adoção das novas tecnologias de identidade e segurança, que variam de país para país, de sociedade para sociedade, de empresa para empresa. Ainda assim, existem tendências que seguirão um caminho natural de adoção pelas facilidades e possibilidades que apresentam. A mobilidade é um desses casos.

O mercado está retraído devido aos preços elevados, porém o Brasil ainda está bem posicionado entre os países com os maiores consumidores de dispositivos móveis e PCs. A previsão da IDC é de que sejam vendidos por aqui, em 2016 cerca, de 40 milhões de celulares, 6 milhões de PCs e 5 milhões de tablets.

Com os smartphones globalmente se firmando cada vez mais como o dispositivo que concentra um grande número de aplicações, é irreversível o uso do aparelho também para questões de segurança e identificação. O que apresentaremos a seguir são justamente as 5 principais tendências que unem Segurança e Mobilidade:

1-) Uso do smartphone para portar documentos de identidade e credenciais de acesso. No âmbito governamental, já existem projetos pilotos em países como Angola, Irlanda e Nigéria que permitem aos usuários se conectar e usar aplicações utilizando uma única identidade segura que pode ser carregada em um dispositivo móvel. A ideia é que agências dos governos federais, estaduais e municipais possam emitir identidades seguras diretamente para os smartphones dos cidadãos, como carteira de motorista e passaporte. Ou seja, celulares poderão servir como leitores de identidades. Da mesma forma, no ambiente corporativo, os celulares poderão ser usados como credencial de identificação e acesso.

2-) Mais segurança no mobile banking.  Aplicativos de alguns bancos já usam os smartphones como token para acesso às suas plataformas digitais. Um meio muito mais seguro do que outras alternativas praticadas hoje no mercado, como PINs, senhas e perguntas de autenticação. Eles podem receber notificações em tempo real e assim aumentar a confiança do cliente nas operações de mobile banking. A previsão da IDC é que os pagamentos móveis ganhem massa crítica, superando os 30% de todas as transações financeiras durante o ano. Com mais de 40 milhões de dispositivos ativos com função NFC disponíveis no país, é esperado que muitos aplicativos sejam desenvolvidos para explorar esse nicho e facilitar os meios de pagamentos.

3-) Uso de outros dispositivos inteligentes. Além dos smartphones, dispositivos como tablets, Apple Watch e Android Wear poderão ser usados pelos usuários para, por exemplo, abrir portas, portões e ter acesso seguro a locais restritos, prédios, garagens, computadores e aplicações em nuvem, ou confirmar presença e realizar compras automaticamente com um simples toque dos aparelhos. Soluções de acesso móvel criativas e customizadas tendem a ser cada vez mais desenvolvidas para permitir a utilização desses aparelhos para esses fins.

4-) Internet das Coisas. Estima-se que o mercado de Internet das coisas vá movimentar cerca de US$ 4 bilhões no Brasil em 2016. A tecnologia NFC vai impulsionar esse segmento, podendo também ser usada para funções de segurança, garantindo, por exemplo, que guardas e seguranças possam confirmar que estão onde deveriam estar durante suas rondas e patrulhas.

5-) Bancos, universidades, grandes condomínios e setores de telecomunicações e industrial serão os primeiros a adotar. Devido a fatores como complexidade das necessidades de segurança e maturidade, esses são os segmentos que deverão inicialmente se abrir a essas novas tendências no Brasil. Há empresas para as quais garantir a segurança, o controle de acesso e a identidade das pessoas é algo essencialmente crítico para os negócios; não pode haver riscos ou brechas. São essas empresas que vão liderar essa mudança de paradigma e cada vez mais unir as tecnologias de Segurança e Mobilidade.

Rogério Coradini, diretor de Vendas da HID Global no Brasil.

Texto originalmente publicado no portal de notícias www.tiinside.com.br.

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